HISTÓRIA DO INSTITUTO METODISTA ANA GONZAGA
I – O encontro de duas mulheres
A rica história do Orfanato Ana Gonzaga, inaugurado no dia 1º de maio de 1932, é fruto dos sonhos de duas mulheres que se conheceram com mais de 60 anos mas que desenvolveram uma amizade muito rica e inspiradora. A primeira delas era Layona Glenn, uma missionária enviada pela Igreja
Metodista dos Estados Unidos para servir ao Brasil, aqui chegada em 1894. Ela deu 39 anos de sua vida trabalhando no e pelo Brasil. Um dos seus sonhos era um orfanato, uma instituição para abrigar crianças órfãs ou carentes. Conseguindo aprovação de suas idéias, mas sem recurso financeiro de nenhuma espécie, coube a ela o encargo de liderar o projeto e arrecadar recursos para
a obra. Isto ocorreu em 1927, quando ela dirigia a escola do Instituto Central do Povo, no Rio de Janeiro. Como ela mesmo declarou, “poucas pessoas mostravam-se interessadas no projeto”. A primeira oferta foi do Dr. Antenor Dias, dentista que trabalhou com muita dedicação, por mais de 30 anos, no Instituto Central do Povo. O valor dessa doação foi de 500$000, isto é, na moeda da
época, quinhentos mil réis.
Metodista dos Estados Unidos para servir ao Brasil, aqui chegada em 1894. Ela deu 39 anos de sua vida trabalhando no e pelo Brasil. Um dos seus sonhos era um orfanato, uma instituição para abrigar crianças órfãs ou carentes. Conseguindo aprovação de suas idéias, mas sem recurso financeiro de nenhuma espécie, coube a ela o encargo de liderar o projeto e arrecadar recursos para
a obra. Isto ocorreu em 1927, quando ela dirigia a escola do Instituto Central do Povo, no Rio de Janeiro. Como ela mesmo declarou, “poucas pessoas mostravam-se interessadas no projeto”. A primeira oferta foi do Dr. Antenor Dias, dentista que trabalhou com muita dedicação, por mais de 30 anos, no Instituto Central do Povo. O valor dessa doação foi de 500$000, isto é, na moeda da
época, quinhentos mil réis.
Outro grande amigo do projeto era o Rev. Osório Caire, que era, na época, pastor da Igreja Metodista de Vila Isabel. Quando em visita ao Instituto Central do Povo (ICP), Layona Glenn lhe falou da oferta recebida, cujo valor era bem razoável na época. Entusiasmado, o Rev. Osório disse a Layona que gostaria de apresentar-lhe a uma senhora membro de sua igreja, que era crente fervorosa, caritativa e bem abastada. “Creio eu” – disse-lhe ele – “que ela será capaz de lhe dar
outro tanto”. Combinaram então que, no dia seguinte, ele a acompanharia à casa de Anna da Conceição Gonzaga, que morava no bairro da Tijuca.
outro tanto”. Combinaram então que, no dia seguinte, ele a acompanharia à casa de Anna da Conceição Gonzaga, que morava no bairro da Tijuca.
Caminhando para a visita, o Rev. Osório lhe aconselhou a não fazer qualquer pedido direto mas que apenas lhe apresentasse os seus planos. Se ela fosse simpática à idéia, haveria de ofertar o quanto quisesse. Sábio conselho aquele porque, nem de leve, ninguém poderia sequer imaginar o tamanho do coração de Anna da Conceição Gonzaga.
Apesar de ser uma mulher de recursos, vivia simplesmente, numa casa de vila que tinha um
pequeno jardim e, no muro, uma trepadeira corona regina cobria as pedras com uma profusão de flores cor de rosa. Como disse Layona Glenn, violetas e amores-perfeitos ladeavam o caminho de cimento que ia do portão de entrada à porta da casa. As duas flores definiam certamente o caráter de Anna. A violeta, pela humildade, e o amor-perfeito, que era exatamente o tipo de amor que ela
nutria pelas pessoas.
pequeno jardim e, no muro, uma trepadeira corona regina cobria as pedras com uma profusão de flores cor de rosa. Como disse Layona Glenn, violetas e amores-perfeitos ladeavam o caminho de cimento que ia do portão de entrada à porta da casa. As duas flores definiam certamente o caráter de Anna. A violeta, pela humildade, e o amor-perfeito, que era exatamente o tipo de amor que ela
nutria pelas pessoas.
Sobre a amizade que juntou essas duas mulheres, a própria Layona Glenn testemunhou: “Raras vezes acontece que duas pessoas estranhas que se encontram nos anos avançados da vida, sintam-se
mútua e irresistivelmente atraídas e formem uma amizade sincera, inabalável e duradoura”. Ela falava de seu primeiro encontro com Anna Gonzaga. Esta tinha 66 anos e Layona, 61.
mútua e irresistivelmente atraídas e formem uma amizade sincera, inabalável e duradoura”. Ela falava de seu primeiro encontro com Anna Gonzaga. Esta tinha 66 anos e Layona, 61.
Ao apresentar com muita singeleza os planos e mostrar um álbum de fotografias de alguns orfanatos da Igreja Metodista nos Estados Unidos visitantes foram surpreendidos com uma pergunta feita por Anna Gonzaga: “A senhora conhece minha fazenda em Inhoaíba?” A visitante respondeu que
conhecia apenas de vista.
conhecia apenas de vista.
– “Pois bem” – continuou ela – “não acha que seria um bom lugar para um orfanato?”
Pensando que Dona Anna Gonzaga queria lhe vender a fazenda para o estabelecimento do orfanato, Layona respondeu:
– “Sem dúvida, Dona Anna, seria muito apropriada mas não podemos nem sonhar com uma fazenda
tão vasta e de preço tão elevado”.
– “Sem dúvida, Dona Anna, seria muito apropriada mas não podemos nem sonhar com uma fazenda
tão vasta e de preço tão elevado”.
– “Não estou falando de preço” – insistiu Dona Anna – estou me referindo à localização”.
Sem poder sequer imaginar sua intenção e receando magoá-la , Layona Glenn lhe respondeu
diplomaticamente:
– “Na verdade, Dona Anna, o lugar seria ideal mas nós nem de leve podemos considerar tal coisa,
por estar muito além de nossas possibilidades”.
diplomaticamente:
– “Na verdade, Dona Anna, o lugar seria ideal mas nós nem de leve podemos considerar tal coisa,
por estar muito além de nossas possibilidades”.
– “Pois está muito bem” – continuou Anna com naturalidade – “Está muito bem! Vou doar a
fazenda de Inhoaíba para o Orfanato”.
fazenda de Inhoaíba para o Orfanato”.
Ao ouvir isto, Layona levou um susto, sem poder acreditar no que ouvira. A expressão do seu rosto
era tão forte que Anna Gonzaga riu muito e, “muito espontaneamente”, fê-la voltar à realidade com
as seguintes palavras:
– Pode crer, Miss Glenn, estou falando sério! Vou doar ao Orfanato minha fazenda de Inhoaíba!”
era tão forte que Anna Gonzaga riu muito e, “muito espontaneamente”, fê-la voltar à realidade com
as seguintes palavras:
– Pode crer, Miss Glenn, estou falando sério! Vou doar ao Orfanato minha fazenda de Inhoaíba!”
II - A EXPLICAÇÃO DO MILAGRE
Layona Glenn, já com 83 anos de idade, veio ao Brasil em 1949 para a inauguração do prédio
principal do Orfanato Ana Gonzaga, que ocorreu no dia 7 de setembro daquele ano durante a festa anual da instituição. Naquele ano o dia 1º de maio caiu num domingo. Para as comemorações, ela escreveu o livrinho “Dona Anna da Conceição Gonzaga –um tributo de homenagem, por sua amiga
Layona Glenn”.
principal do Orfanato Ana Gonzaga, que ocorreu no dia 7 de setembro daquele ano durante a festa anual da instituição. Naquele ano o dia 1º de maio caiu num domingo. Para as comemorações, ela escreveu o livrinho “Dona Anna da Conceição Gonzaga –um tributo de homenagem, por sua amiga
Layona Glenn”.
Os diálogos acima fazem parte da narrativa de Miss Glenn, como era conhecida. O alvo inicial de sua campanha era arranjar 30 contos de réis para adquirir um sítio modesto para dar início à obra. A propriedade doada valia na época mais de 1.000 contos de réis, uma verdadeira fortuna.
Anna Gonzaga, que era solteira, estava há muito tempo preocupada com o problema da disposição que deveria dar aos bens que herdara de seus pais. Pouco antes do encontro das duas, ela orando à noite, ajoelhada, resolvera dar tudo o que possuía a Deus. Como diz Miss Glenn, “ficou tão impressionada que, levantando-se dos joelhos, embora sozinha, exclamou em alta voz: ´Vou dar tudo a Deus, que tudo me deu!´.
Continuando, ela declarou aos dois visitantes que estava certa de que era esta a oportunidade que Deus lhe apresentava para cumprir a promessa feita naquela noite”.
fonte http://metodistavilaisabel.org.br/docs/HistoriadeAnnadaConceicaoGonzaga.pdf

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